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metáfora

    E então deu meia noite e ela estava lá na janela, fumando seu último cigarro da carteira. Ela, naquele puxar e soltar de fumaça, aparentemente despreocupado, colocava todos os seus pensamentos em ordem. Priorizava cada palavra que ele havia lhe dito naquela conversa séria. E mais do que tudo, pensava em cada palavra dita por aquela mesma boca que soltava a fumaça de seu cigarro de marca favorita.

    As pessoas normalmente diziam a ela que morreria cedo por causa daquele malfeitor de 9 centímetros, mas ela não ligava. Ele poderia ser um malfeitor, mas era o melhor malfeitor que ela tinha conhecido desde que começou a entender a vida.

    Para ela ele era uma metáfora. Um amigo. Um estepe. Uma saída.