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Mostrando postagens de outubro, 2022

o gato

O gato tinha ração, na ração tinha leite. Pra beber, o gato tinha agua, leite e Danone. O gato não queria leite, mas comeu a ração que tinha. Desprezou o leite da vasilha, começou a tomar o Danone. Miou. Cheirou a água. Derrubou o leite, e saiu, deixando suas patinhas molhadas com o liquido derramado.

Revisitando o passado e resgatando o que há de bom

Oinn Me peguei pensando, esses dias, a respeito dos textos que escrevia no passado e percebi que não tinha feito nada com eles. N A D A. Eu tinha (e ainda tenho) um blog onde eu desabafava a minha alma. Porem, hoje, os textos estejam todos em rascunho.   O que eu escrevia? Escrevia o que sentia. Colocava tudo para fora mesmo. Como era um período onde eu não conhecia a Graça salvadora do evangelho e nem o abraço acolhedor do Senhor Jesus, eu via a vida de uma forma muito deprimente e precária. Não conseguia enxergar amor onde, de fato, havia e tentava extrair de onde não havia nada.  Toda migalha era chamado AMOR para mim. Eu era como um pombo emocional: me alimentava de migalhas, além de ser fedido e contagioso.  Não me acanho de dizer isso porque era verdade. Tudo o que eu tocava com o ímpeto de amar e receber amor, era distorcido e contaminado pela obsessão. Não à toa que desenvolvi uma severa crise de ansiedade/pânico e cai num buraco muito fundo chamado cr...

metáfora

     E então deu meia noite e ela estava lá na janela, fumando seu último cigarro da carteira. Ela, naquele puxar e soltar de fumaça, aparentemente despreocupado, colocava todos os seus pensamentos em ordem. Priorizava cada palavra que ele havia lhe dito naquela conversa séria. E mais do que tudo, pensava em cada palavra dita por aquela mesma boca que soltava a fumaça de seu cigarro de marca favorita.      As pessoas normalmente diziam a ela que morreria cedo por causa daquele malfeitor de 9 centímetros, mas ela não ligava. Ele poderia ser um malfeitor, mas era o melhor malfeitor que ela tinha conhecido desde que começou a entender a vida.      Para ela ele era uma metáfora. Um amigo. Um estepe. Uma saída.

Conto: Sessão à meia-noite parte 1

  “You rocked my world, you know you did An d everything I own I give The rarest love who'd think I'd find Someone like you to call mine”      E era essa estrofe que Lilian não conseguia deixar de cantarolar. Havia escutado essa música muitas vezes pela manhã sem deixar de pensar naquela pessoa que ela havia conhecido há menos de um mês, mas que já estava completamente apaixonada. Se fosse possível um ser humano ter o poder de burlar as leis gravidade, Lilian poderia, com toda a certeza, estar flutuando. Estando assim bem próximo da lua, o astro que ela mais admirava em todo o sistema solar.      Como podia alguém com quase vinte anos se apaixonar tão rapidamente como uma garota de treze? Era isso que ela se perguntava quando não estava pensando em Teo.      Ela estava tentando se concentrar em seus estudos, provas finais do cursinho, quando ouviu o barulho de seu celular vibrar do criado mudo:      “E ai? Vamos ao cine...