Oinn
Me peguei pensando, esses dias, a respeito dos textos que escrevia no passado e percebi que não tinha feito nada com eles. N A D A.
Eu tinha (e ainda tenho) um blog onde eu desabafava a minha alma. Porem, hoje, os textos estejam todos em rascunho.
O que eu escrevia? Escrevia o que sentia. Colocava tudo para fora mesmo. Como era um período onde eu não conhecia a Graça salvadora do evangelho e nem o abraço acolhedor do Senhor Jesus, eu via a vida de uma forma muito deprimente e precária. Não conseguia enxergar amor onde, de fato, havia e tentava extrair de onde não havia nada.
Toda migalha era chamado AMOR para mim. Eu era como um pombo emocional: me alimentava de migalhas, além de ser fedido e contagioso.
Não me acanho de dizer isso porque era verdade. Tudo o que eu tocava com o ímpeto de amar e receber amor, era distorcido e contaminado pela obsessão. Não à toa que desenvolvi uma severa crise de ansiedade/pânico e cai num buraco muito fundo chamado crise de identidade.
Eu não sabia quem eu era e nem para onde eu ia. Confesso, que nem sabia direito onde é que eu estava. Não conseguia enxergar que eu estava enlameada, imersa até os dentes com o pecado e morte.
Como eu nao via luz em minha situacao, passei a colocar para fora e esvaziar o meu peito da unica forma que eu sabia lidar: escrevendo.
Recentemente, os revisitei como um livro antigo que lemos uma vez, deixamos na estante e nao pensamos mais nele.
Quando os li, descobri pedras preciosas... Uma dor pronfunda, mas que mesmo assim, pela Graca que eu nao conhecia, o Senhor ainda a demonstrava em minhas palavras.
Decidi que valia a pena publica-los novamente, mas claro, com as devidas edicoes e, se porventura, coloquei nomes verdadeiros nos originais, serao alterados para preservar a identidade dos cidadaos(as).
Espero que estes tesouros possam ser proveitosos para voces, leitores, assim como foi para mim.
Boa leitura.